Como se criar uma calopsita?

NÃO COMPRE – ADOTE!

Quantas vezes você já ouviu ou viu essa frase por ai? Muitas imagino e espero, rs!
Num outro momento, vou fazer uma postagem falando sobre isso, a importância de adotar e boicotar compras de animais,como é a matriz dos filhotes bonitinhos que vimos nas vitrines, etc.

Se você não sabe sobre isso, com certeza vai desistir de comprar qualquer animal na vida, e se você já sabe, vale a pena ressaltar e mostrar o texto pros coleguinhas entenderem melhor, certo?

Mas hoje vim fazer um desabafo sobre uma decisão que tomei a uns dois anos atrás.

Quem me conhece sabe que tenho dois filhos de quatro patas, resgatados da rua, nunca tive um cão comprado, sempre tive esse filosofia, mas… também tenho um filho de penas de duas patas… Que? E o pior, ele foi comprado 😦

Meu avô sempre gostou de pássaros, sempre teve muitos, desde canários a papagaios. A uns três anos atrás, não tínhamos nenhum bichinho em casa, e vira e mexe ele comentava de pássaros. Cachorro nessa época era algo que não podia nem se cogitar aqui em casa.

Enfim, me programei para comprar uma calopsita pra ele, (escrever que comprei um bichinho me dói profundamente), fui até um pet shop, escolhi e trouxe pra casa, meu vô como imagina, ficou muito feliz.

Como comprei filhote (pelo menos foi isso que o vendedor disse) o acostumamos solto, gaiola só na hora de dormir. Já que era pra ter um “penoso” que pelo menos ele ficasse solto em casa.

E assim o criamos, não cortamos as asas dele, apesar de todo mundo dizer que era necessário, mas e a dó?

Ele virou o mascote da família, estava em todos os lugares comigo, almoçava na mesa com a gente, tomava banho comigo e tudo mais, só não saia de casa.

Um dia, ele bateu asas e voou.

Sofri demais esse dia, procurei no bairro uma tarde inteira, bati nas casas e nada.
Chorava olhando pra janela, pensando que ele voltaria pra casa.
Fiz promessas e cartazes, espalhei pelo bairro.

Um mês depois,  chegou um novo morador em casa, o Spike (peludo e 4 patas) que pegamos na rua.

Uma semana depois, com uma esperança pouca, mas ainda existente, recebemos uma ligação, haviam achado o pássaro, demos uma recompensa e o recuperamos muito felizes.

Pra nossa sorte, ele caiu machucado na casa de uma veterinária que cuidou muito bem dele, até achar meu cartaz, e entrar em contato, agradeço imensamente a esse ser de luz.

Readaptamos ele em casa, agora com um amigo de patas, logo os dois se tornaram melhores amigos.

Continuamos o mantendo solto, mas agora com alguns percalços, claro.
Vira e mexe rola uma cortada em uma das asas pra desequilibrar o voo, caso ele tente uma fuga novamente.

A dificuldade maior é criar um bichinho acostumado com comida e abrigo, e se ele for pro mundo não tem instinto de sobrevivência, pois podamos isso dele.

Claro que temos a opção de um santuário de reabilitação para ele, ele aprenderia e aguçaria toda essa parada de instinto, mas o nosso egoísmo de apego é maior, aprendemos a ama-lo daquela forma que se acontece alguma coisa a ele, dói o coração, sabe?

E por isso estou escrevendo esse texto. Por favor, não compre pássaros (Não compre bicho nenhum). É muito injusto manter um bichinho em gaiola, seja ele de qualquer espécie, eles nasceram pra ser livres, assim como nós. E mesmo que a sua ideia seja mantê-lo solto como nós fazemos, isso também é prejudicial a ele. Hoje já estamos mais acostumados, mas ter um bichinho tão pequeno pelo chão como ele, já fez com que ele sofresse pequenos acidentes, uma pisadinha, uma porta que acabou pegando ele, ele enroscar em um “fiozinho” solto na cama ou na mesa e por ai vai.

Sei e sinto que ele é feliz com a nossa família e o super apego que ele tem com outros bichinhos aqui em casa, mas imagino como ele poderia ser feliz com seus irmãos de pena, ganhando o mundo batendo suas asinhas por ai.

Eu e a calopsita

Eu e ele, brincando de dentista

Aqui tem um vídeo que fiz um tempo atrás, mostrando a cumplicidade deles:

https://www.youtube.com/watch?v=CSgHOAyZoNs

Deixe os pássaros voarem, adotem cães e gatos, não mate!

Bicho não é presente!

Esse foi meu desabafo de hoje!

Beijos, até a próxima, Tchau!

 

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