Stop Lola, Stop

stoped Lola

 

Há um mês meu contato de trabalho acabou, depois de dois longos anos de jornada.A decisão em rescindir o contrato de trabalho vinha a muitos meses, aquela insatisfação, estress, insegurança e tudo que carregamos quando pensamos em tomar a difícil decisão de sair do emprego.

Comecei a trabalhar bem cedo, aos 13 anos, desde então, minha jornada tem sido intensa, sempre migrava rapidamente entre um emprego e outro, e em  todos sempre coloquei muita garra, perseverança e busquei “vestir a camisa da empresa”.

Muita vezes, colocava a empresa em primeiro lugar, antes de mim e da minha vida particular.
Estava doente, mas ia trabalhar mesmo assim.
Quebrei a perna, fui buscar trabalho para fazer em casa.
Tive meu pai internado durante 45 dias no hospital, 45 dias que eu intercalava entre trabalhar presencial num dia e no outro trabalhar em casa pra poder conciliar com as visitas no hospital.

Entre várias outras coisas.
O ritmo de vida de quem trabalha em metrópoles é assim, agitado, corrido, [e estressante, é esmagador.
Isso não é coisa especifica minha, nem sua, mas da grande parcela de trabalhadores assalariados e de micros e pequenos empresários também, ter sua própria empresa também exige muito de você, mas vai chegando uma parte da sua vida que você questiona sobre muitas coisas, você pondera muitas outras e altera algumas prioridades na sua vida.
Eu tenho um pouco mais de 15 anos de trabalho, e ainda vou fazer 30 anos, pensar que vou me aposentar daqui a 20 ou 30 anos ainda é um pouco desesperador pra mim.
Depois de tantos anos de correria, invertendo prioridades, conciliando, trabalho, estudos, família, amores, amigos, casa, etc, tem uma hora que seu corpo e sua mente fala: DESACELARA!

Slow Down

E eu desacelerei. Sai do emprego,  diferente das outras vezes eu estou focando um pouco mais em mim, sem aquele desespero em arranjar outro emprego na sequencia, sem o peso de estar em, testar a rotina.

Resolvendo aquelas coisas que nunca temos tempo de resolver, dormindo até mais tarde, tirando algumas séries da gaveta, voltando a escrever, descobrindo novas músicas e composições, aproveitando meus pets, meu avô, minha própria companhia.

 

Estou adorando esse momento e estou procurando não me cobrar demais quanto o tempo que vou ficar fora do mercado, qual será o meu novo emprego, que área devo ingressar agora, etc, etc, etc.
Nos desacelerar já é difícil, mas desacelerar os outros é quase impossível.
Uma semana depois que sai do emprego, falei com ex amiga de trabalho, atualizando como estavam nossas vidas e lá veio a pergunta:

– E ai já esta trabalhando, já esta procurando algo?

– Não, eu ainda nem fiz minha homologação.

Encontrei um familiar que soube que tinha saído do emprego:

E ai, já ta procurando, tem algo em vista?

– Não, não faz nem um mês que sai.

– Ah.. mas minha filha quando ficou desempregada, estava buscando emprego no dia seguinte e demorou 6 meses pra conseguir.

Sim, eu sei o que é procurar emprego no dia seguinte, eu sei também o que procurar emprego trabalhando inclusive, também sei o que é sair de um trabalho e ir o outro assim direto, sem pausa.
Dai você encontra um colega que se surpreende com a sua decisão:

– Nossa pediu as contas em plena crise, minha amiga pediu as contas e já faz um mês que nem é chamada para entrevista.

Stop Lola

Eu juro que entendo essa “pressa” das pessoas em arranjar outro emprego imediatamente pós saída de seus respectivos empregos, lembra eu ja fui assim.
Mas desacelera ai que eu to tentando desacelerar daqui.

Uma dica é, quando encontrar alguém que acabou de sair do seu emprego, do relacionamento, da faculdade, ao invés de perguntar: e ai quando vai voltar? Quando vai arranjar outro? Tente saber o porque, quais os planos da pessoa, não acelere, desacelere a sua vida e a vida dos outros também!

 

🙂

 

Como se criar uma calopsita?

NÃO COMPRE – ADOTE!

Quantas vezes você já ouviu ou viu essa frase por ai? Muitas imagino e espero, rs!
Num outro momento, vou fazer uma postagem falando sobre isso, a importância de adotar e boicotar compras de animais,como é a matriz dos filhotes bonitinhos que vimos nas vitrines, etc.

Se você não sabe sobre isso, com certeza vai desistir de comprar qualquer animal na vida, e se você já sabe, vale a pena ressaltar e mostrar o texto pros coleguinhas entenderem melhor, certo?

Mas hoje vim fazer um desabafo sobre uma decisão que tomei a uns dois anos atrás.

Quem me conhece sabe que tenho dois filhos de quatro patas, resgatados da rua, nunca tive um cão comprado, sempre tive esse filosofia, mas… também tenho um filho de penas de duas patas… Que? E o pior, ele foi comprado 😦

Meu avô sempre gostou de pássaros, sempre teve muitos, desde canários a papagaios. A uns três anos atrás, não tínhamos nenhum bichinho em casa, e vira e mexe ele comentava de pássaros. Cachorro nessa época era algo que não podia nem se cogitar aqui em casa.

Enfim, me programei para comprar uma calopsita pra ele, (escrever que comprei um bichinho me dói profundamente), fui até um pet shop, escolhi e trouxe pra casa, meu vô como imagina, ficou muito feliz.

Como comprei filhote (pelo menos foi isso que o vendedor disse) o acostumamos solto, gaiola só na hora de dormir. Já que era pra ter um “penoso” que pelo menos ele ficasse solto em casa.

E assim o criamos, não cortamos as asas dele, apesar de todo mundo dizer que era necessário, mas e a dó?

Ele virou o mascote da família, estava em todos os lugares comigo, almoçava na mesa com a gente, tomava banho comigo e tudo mais, só não saia de casa.

Um dia, ele bateu asas e voou.

Sofri demais esse dia, procurei no bairro uma tarde inteira, bati nas casas e nada.
Chorava olhando pra janela, pensando que ele voltaria pra casa.
Fiz promessas e cartazes, espalhei pelo bairro.

Um mês depois,  chegou um novo morador em casa, o Spike (peludo e 4 patas) que pegamos na rua.

Uma semana depois, com uma esperança pouca, mas ainda existente, recebemos uma ligação, haviam achado o pássaro, demos uma recompensa e o recuperamos muito felizes.

Pra nossa sorte, ele caiu machucado na casa de uma veterinária que cuidou muito bem dele, até achar meu cartaz, e entrar em contato, agradeço imensamente a esse ser de luz.

Readaptamos ele em casa, agora com um amigo de patas, logo os dois se tornaram melhores amigos.

Continuamos o mantendo solto, mas agora com alguns percalços, claro.
Vira e mexe rola uma cortada em uma das asas pra desequilibrar o voo, caso ele tente uma fuga novamente.

A dificuldade maior é criar um bichinho acostumado com comida e abrigo, e se ele for pro mundo não tem instinto de sobrevivência, pois podamos isso dele.

Claro que temos a opção de um santuário de reabilitação para ele, ele aprenderia e aguçaria toda essa parada de instinto, mas o nosso egoísmo de apego é maior, aprendemos a ama-lo daquela forma que se acontece alguma coisa a ele, dói o coração, sabe?

E por isso estou escrevendo esse texto. Por favor, não compre pássaros (Não compre bicho nenhum). É muito injusto manter um bichinho em gaiola, seja ele de qualquer espécie, eles nasceram pra ser livres, assim como nós. E mesmo que a sua ideia seja mantê-lo solto como nós fazemos, isso também é prejudicial a ele. Hoje já estamos mais acostumados, mas ter um bichinho tão pequeno pelo chão como ele, já fez com que ele sofresse pequenos acidentes, uma pisadinha, uma porta que acabou pegando ele, ele enroscar em um “fiozinho” solto na cama ou na mesa e por ai vai.

Sei e sinto que ele é feliz com a nossa família e o super apego que ele tem com outros bichinhos aqui em casa, mas imagino como ele poderia ser feliz com seus irmãos de pena, ganhando o mundo batendo suas asinhas por ai.

Eu e a calopsita

Eu e ele, brincando de dentista

Aqui tem um vídeo que fiz um tempo atrás, mostrando a cumplicidade deles:

https://www.youtube.com/watch?v=CSgHOAyZoNs

Deixe os pássaros voarem, adotem cães e gatos, não mate!

Bicho não é presente!

Esse foi meu desabafo de hoje!

Beijos, até a próxima, Tchau!

 

Moço, dá licença…

keep-calm-and-cada-um-no-seu-quadradoPs.: A imagem cortada é proposital, abaixo vocês vão entender porque.

Meninas, pode parecer um manual daqueles da revista contigo da forma que eu vou colocar aqui, mas o papo é sério: Delimite sua área no transporte publico, nada de muito espaço pra eles abrirem as pernas e “expor” seus membros e nós ali do lado de perninha fechada como a mamãe ensinou na infância, o espaço é o mesmo para ambos, pode ser que realmente não precisemos preencher todos o espaço, mas… cada um no seu quadrado.

Tirei uma foto no transporte publico esses dias, as perninhas finas da esquerda são as minhas. Fiz questão de tirar que estava ali delimitando meu espaço, e nem por isso estava “esparramada” no banco.

ana
As vezes é necessário uma “luta entre joelhos e pernas” pra que isso seja possível, é desagradável? É… mas é um mal necessário, não ceda, nem pra que isso você cruze as pernas em 4 e suje a calça do desagradável que estiver abusando do espaço alheio.

Parece o manual da guerrilha do transporte publico para moças, rs.

pernas cruzadas

 

     Certo     &    

pernas cruzadas    Certo

Ta quente esses dias né? Pois bem, num desses dias quentes e abafados resolvi usar bermuda para ir trabalhar, um desses babacas sentou do meu lado e olhava para as minhas pernas como se nunca tivesse visto pernas desnudas antes…

Depois de certo tempo, incomodada com a situação, virei e falei baixinho pra ele: – “Se continuar me olhando desse jeito, eu te estouro.”  Me surpreendi com o tom calmo da minha voz, já que eu estava muito puta com a situação, mas isso funcionou, ele olhou pra mim, levantou e permaneceu em pé até que se ponto chegasse… 😀
Eu permaneci no meu canto, agora mais feliz e tranquila pra seguir o resto da viagem.

O intuito não é incentivar a fazer o mesmo, cada situação é singular, cada um tem uma personalidade, mais calma, mais estourada, tudo depende do dia, da pessoa, do lugar, etc, mas vamos refletir, porque somos tão oprimidas o tempo todo e temos que permanecer caladas, em nome da boa vizinhança?

Nops, não devemos, não podemos…

Por mais experiência igualitárias, por menos permissividade, menos opressão, menos (SEM) machismo, pelas mulheres ❤